Archive for the ‘Palhaço’ Category

Silvia Leblon se apresenta em São Paulo e no Rio

Tuesday, June 10th, 2008

Viga Espaço Cênico – São Paulo
01,02,08 e 09 de julho/08
Terça e quarta às 21h
Rua Capote Valente, 1323 – metrô Sumaré
Tel. 11-3801-1843
Ingressos: R$20,00 e R$10,00 a meia

Espaço Teatro de Anônimo – Rio de Janeiro
19 de julho/08
sábado às 21h
Rua dos Arcos, 24 - Térreo (Fundição Progresso) - Lapa
Tel. 21-2240-0930
Ingressos: R$20,00 e R$10,00 a meia

Laerte + La Mínima: A volta da excelente combinação

Monday, May 5th, 2008

A julgar pelo maravilhoso trabalho de transpor para o teatro os “Piratas do Tietê”, vem coisa MUITO boa por aí.

Não perco por nada …

Curso ministrado pelos Doutores da Alegria em SP

Friday, April 25th, 2008

logo_doutores.gifPalhaço para Curiosos - sem contra-indicações, mas com efeitos colaterais

Por Thais Ferrara e Soraya Saide

O curso é baseado em jogos e brincadeiras, princípios de improvisação e trabalho coletivo para estimular a criatividade e a percepção de si e do outro. O palhaço, no curso, tem função inspiradora, um ser único que, com sua lógica incomum e sua liberdade de pensamento, se relaciona com a vida de forma singular. A idéia é se divertir!

Público-alvo: interessados em geral
Número de vagas: 20 (preenchidas por ordem de inscrição)
Carga horária: 24 horas
Dia e horário: terças-feiras, das 19h30 às 22h30
Início: 6 de maio de 2008
Local: Instituto Cultural Capobianco - Rua Álvaro de Carvalho, 97 - Centro - São Paulo
Valor: 2 parcelas de R$ 280,00

Professoras
Thais Ferrara
– Diretora artística dos Doutores da Alegria. Atriz e diretora graduada pela Escola de Arte Dramática da USP, também é psicóloga, instrumentista e cantora. Trabalhou, entre outros, com Celso Frateschi, Cristiane Paoli Quito, Antônio Araújo, Pedro Paulo Bogossian, Ruth Rachou, Ismael Ivo e André Riot-Sarcey. Realizou oficinas teatrais em empresas e centros populares. Está nos Doutores da Alegria desde 1993.

Soraya Saíde – Coordenadora artística responsável por todas as atividades referentes a Formação nos Doutores da Alegria. Atriz graduada pela Escola de Arte Dramática da USP. No teatro, trabalhou com Gianni Ratto e Cristiane Paoli Quito, Os Satyros, entre outros. Foi professora no Teatro Escola Célia Helena. Está nos Doutores da Alegria desde 1993.

As inscrições podem ser feitas aqui

Jogando no Quintal inaugura espaço de criação em São Paulo

Tuesday, April 8th, 2008

Márcio Ballas, um dos fundadores do Jogando no QuintalA Cia do Quintal, conhecida pelo espetáculo Jogando no Quintal, acaba de inaugurar, na Vila Madalena, em São Paulo, um espaço dedicado à criação.

Márcio Ballas, um dos fundadores do grupo ao lado de César Gouvêa, nos contou que a idéia é aproveitar o local para ensaiar os outros espetáculos da companhia, como por exemplo seu duo com a atriz Rhena de Faria (Mademoiselle Blanche) ou a Banda Gigante, formada por Lu Lopes (Rubra), Eugênio La Salvia (Manjericão) e Marco Gonçalves (Fonseca).

Além disso, pretendem ainda usar o espaço para aulas e - claro - para experimentações, tão típicas dos palhaços.

O LineUp deseja que entrem na casa nova com o pé direito :o)

Piolim

Sunday, March 23rd, 2008

Dia desses, o Richard Riguetti, do Grupo Off-Sina, postou no Circomunicando alguns textos, os primeiros escritos pelo próprio Piolim e último de autoria de Mário de Andrade, comentando sobre o ilustre palhaço.

Com vocês… a reprodução dos tais textos:

“Não existe circo sem palhaço, nem circo sem criança. É a criança dentro do adulto que vibra num espetáculo. O cinema e a televisão não dizem para ele o que o picadeiro diz, com suas fórmulas simples, repetidas por gerações e gerações, mas que dão emoção sempre renovada. Veja nosso espetáculo: tem muita coisa lá que volta e meia a televisão está apresentando. Mas não tem nada como ficar na geral comendo pipoca. O circo aproxima as pessoas da alegria, como num campo de futebol.”

“Na noite em que eu entrar no picadeiro e o público me receber com frieza, na manhã seguinte não serei mais palhaço de circo.”

“Um dos motivos da decadência do circo é a falta de escola para formação de artistas. Atualmente são poucos os bons artistas circenses, pois a maioria, por diversas razões, abandonou a profissão e os que vão se formando não encontram uma orientação adequada. Há muitos velhos artistas que poderiam ser aproveitados como mestres, caso os poderes públicos criassem uma escola.”

“A comicidade de Piolin evoca na gente uma entidade, um ser, e de tanto maior importância social que essa entidade converge para esse tipo psicológico geral e universalmente contemporâneo do ser abúlico, do ser sem nenhum caráter moral predeterminado e fixo, do ser “vai na onda”. Nessa ordem geral do ser humano, que parece criado pela inquietação e pelas enormes perplexidades deste fim de civilização, ser que nós todos profundamente sentimos em nós, nas nossas indecisões e gestos contraditórios, é que o tipo de Piolin se coloca também”.
Mário de Andrade

III PALHASSEATA PAULISTA

Friday, March 21st, 2008

shoes.jpgNo dia 27 de março (em comemoração ao Dia Internacional do Teatro e do Circo), o Teatro de Rocokóz organiza, juntamente com a atriz Leona Cavalli e a dramaturga Ana Vitória Monteiro, a “III Palhasseata Paulista”.

“Narigudos e simpatizantes” interessados devem se apresentar às 8h na concentração no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, de onde a caminhada partirá, às 9h, para a Praça do Patriarca.

A partir de lá, quem encabeça o evento é o Movimento de Teatro de Rua de São Paulo (MTR-SP). Mais informações pelo e-mail rocokoz@yahoo.com.br.

Silvia Leblon manda avisar …

Saturday, March 15th, 2008

flyer_spiru1.jpg

Lirismo, sátira e poesia

Tuesday, February 26th, 2008

O palhaço branco de AlegriaFinalmente assisti ao espetáculo “Alegria”, do Cirque du Soleil, em cartaz em São Paulo.

Com excessão de dois ou três números, todos os demais são excepcionais, caso do Trapézio em Balanço [que é, sem sombra de dúvida, o melhor que já vi], do Fast Track e da Barra Russa.

Entretanto, quem rouba totalmente a cena e cativa o espectador é o excelente trio de Palhaços, com destaque para o brasileiro Marcos Casuo e seu lindo cavalinho.

Em esquetes ora líricas, ora satíricas, eles trazem ainda mais poesia ao espetáculo e encantam adultos e crianças.

Crédito da Foto: Al Seib

“Metade é desespero”

Thursday, February 21st, 2008

[artigo publicado originalmente na S/N com o título de "Algodão Doce Salgado".]

Por Alice Viveiro de Castro

- “Isto tudo é alegria?”

- “Não, metade é desespero.

(charge publicada na Revista Careta de 26 de Fevereiro de 1938)

Os cabelos arrepiados têm uma cor indefinida e começam muito depois de terminada a testa larga e vasta. Os olhos imensos marcados pela tinta negra contrastam com o branco que lhe cobre o rosto e esconde a face. O nariz é vermelho, redondo, lembrando um bêbado no último estágio da degradação. Mas o que mais impressiona é a boca vermelha, enorme, rasgada num esgar eterno. E é essa figura que dá alegria às crianças? É essa a figura associada às maçãs do amor e ao algodão doce????

O palhaço é herdeiro direto dos demônios de antiquíssimos rituais fúnebres. No meio da triste e solene cerimônia em que o corpo era entregue aos Deuses para a longa viagem, enquanto altos sacerdotes cantavam e dançavam com o comedimento que a tristeza pedia surgiam mascarados histéricos gritando e correndo, assustando a todos, provocando tamanho tumulto e algazarra que acabavam levando a tribo a um riso festivo e libertador.

A nobre arte da bobagem é coisa antiga e profunda… O palhaço é a mais enlouquecida expressão da comicidade. É tragicamente cômico. Tudo que é alucinante, violento, excêntrico e absurdo é próprio do palhaço. Ele não tem qualquer compromisso com o factível, com o possível, com a realidade.

Não me canso de admirar a complexidade desse ícone aparentemente tão insignificante e que no entanto tem um papel tão fundamental no precário equilíbrio das coisas.

A difícil arte do palhaço está em conseguir essa empatia distanciada com o público. Não há identificação como com as figuras da comédia. O palhaço não é um comediante, nem um personagem cômico apenas. Ele é o exagero do exagero do exagero. Algo muito além do entendimento, muito além da realidade. E por isso a ele é permitido trafegar entre o lirismo e o horror, entre o patético e o histérico sem nenhuma explicação ou aparente coerência. A lógica do palhaço é muito clara, tão clara que foge à nossa compreensão. Algo como aqueles sons que por muito graves escapam aos nossos limitados humanos ouvidos. E no entanto toda aquela besteirada faz sentido. Em algum lugar dentro de nós uma corda vibra.

O riso exige inteligência. Exige uma pressuposição de superioridade e a capacidade de questionar essa mesma superioridade. Aquele que ri se coloca em algum lugar acima do objeto de seu riso. Para rir de si mesmo é preciso ter a capacidade de se ver com distanciamento crítico. Eu que caio, eu que erro, eu estúpida sou vista, apreciada e julgada por mim, a que tem equilíbrio para se manter de pé, a que conhece a verdade e não errará, eu a sábia. Quem ri é quem sabe que não se deve fazer certas coisas. Quem ri tem noção do ridículo e só é capaz de rir porque reconhece o ridículo em si mesmo. Reconhece-se idiota e isso exige sabedoria.

A figura exagerada e louca do palhaço nos salva da pretensão e do terrível pecado da soberba. O palhaço /é nóis no chão/… O palhaço toma um pé na bunda, leva a torta na cara, tropeça e cai. Levanta, olha para o público que ri às gargalhadas da sua estupidez, dos seus fracassos, sacode os ombros levantando o colarinho e ri também. Não há derrota. Não há perdedor nem sofrimento. Há um palhaço entretendo seus semelhantes.

Millôr Fernandes ampliou Aristóteles dizendo que o homem é o único animal que ri e é rindo que ele mostra o animal que é. O riso é pleno de dor e sofrimento. Rimos da queda, rimos do erro, da inadaptação, da incapacidade de se adequar e de agir de forma apropriada. No entanto o riso é a forma saudável, humana, de lidar com a imensa dificuldade que temos de sermos corretos” e “adequados” segundo as rígidas e complexas leis que criamos para nós mesmos. O riso é a reação mais sensata à compreensão de que as regras não podem ser mais importantes do que nós.

O palhaço é o bode expiatório do nosso ridículo. A doce figura que segura um balão colorido e que afaga as criancinhas é o animal sacrificado na cerimônia que exorciza o medo de se saber falho e tolo. O medo de finalmente compreender que a imagem e semelhança de um Deus todo Poder e Força é só uma sombra distorcida que se amplia no muro. Quando o sol bate nos vemos pequenos, perdidos e… rimos.

Alice Viveiros de Castro é acrobata mental, atriz, ex-vedete, diretora de teatro e circo e autora do livro *O Elogio da Bobagem – palhaços no Brasil e no mundo* editado pela Família Bastos Editora com o patrocínio da Petrobras.

Polêmica: Pesquisa aponta que crianças não gostam de palhaços

Saturday, January 26th, 2008

Pois é…

Dia desses saiu no Terra, no IG e sabe D´us onde mais, uma “pesquisa” (entre aspas mesmo porque a amostra não me parece - nem de longe - representativa do universo supostamente estudado) feita (óbvio) na Inglaterra que afirma

“que crianças pequenas e até mesmo as mais velhas não gostam nem um pouco de palhaços, o que pode levar às lágrimas os populares personagens de circos, informam pesquisadores britânicos em um artigo divulgado na revista Nursing Standard(…)”

As pérolas do texto, divulgados pela Reuters, prosseguem:

A pesquisa foi idealizada por professores da Universidade de Sheffield que tentaram encontrar a melhor forma de decorar as enfermarias de um hospital infantil. O estudo identificou que 100% das 250 crianças entrevistadas, com idades entre 4 e 16 anos, disseram não gostar de palhaços, inclusive, as mais velhas, que os consideraram assustadores.

Para a professora Penny Curtis, que participou dos trabalhos, os adultos fazem suposições do que as crianças gostam, o que pode estar errado. “Descobrimos que os palhaços são realmente odiados pelas crianças por serem considerados assutadores”, afirmou.

Desnecessário dizer que por aqui - assim como em outros países - a comunidade circense não gostou nem um pouco…

Na lista Circomunicando, mantida pela ASFACI (Associação de Famílias e Artistas Circenses) o tema gerou diversas reações, como a do Mágico YAGO que brinca com a situação (considerada absurda por muitos), afirmando “que todo inglês, mesmo criança, tem ares de conservador” e que eles - os ingleses - “não aprendem a sorrir.”

Junior Perim, da ONG Crescer e Viver, complementa dizendo que “esta pesquisa na verdade aponta a necessidade do ingleses fazerem um pesquisa sobre o quê pode lhes fazer rir.”

Entre as inúmeras participações na discussão da tal “pesquisa”, se destaca ainda a de Alice Viveiros de Castro, renomada pesquisadora sobre o circo e palhaços e autora d´ “O elogio da Bobagem“:

“Basta lembrar o sucesso das iniciativas dos Doutores da Alegria pelo mundo afora e tantas outras que existem em hospitais.”

Ela nos conta que, durante o processo de pesquisa para o livro, se deparou “com figuras comuns a todas as culturas de seres assustadores, bocas imensas, narizes exagerados, olhos
arregalados, máscaras animalescas que participavam de rituais fúnebres ou outras cerimônias mais sérias. Em determinado momento eles invadiam o espaço da celebração gritando e assustando todo mundo. Mas com isso quebravam a seriedade do ritual e terminavam provocando o riso a partir do medo e do susto do primeiro momento.”

E - de quebra - ainda nos brindou com um excelente texto que, assim que ela autorizar, pretendo publicar por aqui.

O que você acha disto tudo? Participe, através dos comentários.

Wordpress theme by Abhishek Tripathi of Mediawick Digital Solutions